Arara-de-garganta-azul: prioridade à conservação
De penas azuis e amarelas, a arara-de-garganta-azul chama a atenção pelas cores garridas.
Trata-se de uma das espécies mais raras de araras no mundo, e das mais ameaçadas também. A sua conservação e proteção são, por isso, essenciais.
Conheça melhor esta ave tropical!
Aspeto e Comportamento
Com um comprimento aproximado de 85 centímetros, a arara-de-garganta-azul é considerada uma das maiores espécies de araras. O seu nome deve-se a uma característica distintiva da sua coloração: uma mancha azul na zona da sua garganta.
Ave monogâmica, a espécie vive em casal ao longo de toda a sua vida. As diferenças entre machos e fêmeas não são facilmente observáveis, mas estas últimas tendem a ser ligeiramente mais pequenas.
A reprodução da arara-de-garganta-azul ocorre em cavidades de palmeiras altas e o casal partilha responsabilidades de cuidar dos ovos e das crias.
Além da vivência em casal, estes animais também podem viver em pequenos grupos.
Habitat e Alimentação
À semelhança de outras espécies de aves tropicais, a arara-de-garganta-azul é uma ave arbórea, obtendo das árvores abrigo e alimento. A sua alimentação assenta, sobretudo, em plantas, frutas e frutos secos, e o seu bico está adaptado a esta dieta específica. A preferência alimentar recai sobre os grandes frutos das palmeiras onde habitam e se reproduzem.
A arara-de-garganta-azul é originária de uma área geográfica bastante específica: a região de Llanos de Mojos, na Bolívia, tendo sido identificada pela primeira vez em 1992.