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CR
Estado de Conservação (IUCN)
Criticamente Ameaçado
Distribuição Geográfica: Complexos lacustres do Vale do México
Nome comum
Axolote
Nome científico
Ambystoma mexicanum
Classe
Amphibia
Família
Ambystomatidae
Habitat natural
Águas doces profundas, em canais e lagos, endémico do Vale Central do México
Dieta
Pequenos peixes, larvas, vermes, crustáceos e insetos
Comprimento médio
20 cm
Peso médio
50 a 250 gr
Longevidade média no selvagem
5 a 5 anos 
Reprodução
100 a 200 ovos por postura
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Aspeto e Comportamento

A fisionomia invulgar do axolote deve-se a um fenómeno biológico (designado por neotenia) em que as brânquias externas usadas para respirar dentro de água e a barbatana dorsal que lhes permite nadar agilmente permanecem por toda a vida. Assim, em vez de haver uma metamorfose total para um animal adulto semiaquático ou terrestre, como acontece com outros anfíbios, o axolote mantém uma aparência juvenil mesmo na fase adulta, o que o leva a viver permanentemente dentro de água.

Outro aspeto que se destaca na fisionomia do axolote é a elevada incidência de albinismo. Apesar dos axolotes terem cores escuras – acinzentados, esverdeados e acastanhados que lhe permitem camuflar-se entre o lodo e a vegetação aquática –, é comum haver animais com uma coloração rosada ou esbranquiçada.

Mais semelhante a outros anfíbios é a notável capacidade do axolote para regenerar os membros do seu corpo e até os órgãos vitais! Isto faz da espécie uma das favoritas dos cientistas para estudar medicina regenerativa.

Os axolotes são animais solitários, com pouca interação entre eles, exceto quando começa a “valsa” nupcial: no início desta corte, cada animal toca suavemente na região cloacal do outro, imediatamente antes da cauda, num movimento circular que lembrar uma dança.

Numa única postura, cada fêmea ultrapassa com frequência uma centena de ovos, que são envolvidos por uma camada gelatinosa protetora. Curioso é que estes ovos são depositados individualmente, para que cada um receba a oxigenação necessária à eclosão, e fixados a substratos como rochas ou vegetação flutuante. As larvas eclodem cerca de duas semanas depois.

 

Habitat e Alimentação

Na natureza, o axolote habita águas frias, claras e ricas em vegetação, que oferecem abrigo e condições propícias à caça. O axolote é omnívoro, mas como vive em exclusivo no meio aquático, alimenta-se sobretudo de pequenos seres vivos que partilham este habitat, incluindo peixes, larvas e crustáceos.

É uma espécie endémica dos grandes lagos centrais do México. Quer isto dizer que só existe naturalmente nestas massas de água doce da região próxima da Cidade do México, onde tem vindo a tornar-se mais raro.

Nestes lagos, outrora entrecortados por ilhas flutuantes (a que chamam chinampas) semeadas pelos habitantes locais, os axolotes encontravam abrigo e alimento. Ali, ocupavam o topo da cadeia alimentar.

Conservação do axolote

A presença do axolote nos habitats onde a espécie existia naturalmente – lagos Chalco e Xochimilco na região central do México – reduziu-se drasticamente: o axolote extinguiu-se no lago Chalco e reduziu-se a um número muito baixo de populações viáveis no lago Xochimilco, o que levou à sua classificação como Criticamente em Perigo (CR) de extinção na natureza.

Entre as principais ameaças que a espécie enfrenta está a perda e degradação de habitats naturais, pela transformação do conjunto de grandes lagos interligados num conjunto de canais artificializados e degradados por fatores como:

  • Urbanização, incluindo drenagem de lagos e zonas húmidas
  • Poluição das águas.
  • Introdução de espécies invasoras, nomeadamente peixes de maior dimensão, que se alimentam de ovos e larvas de axolotes e competem com os adultos por alimento.

Tu podes fazer a diferença

Na sua área de distribuição natural, a preservação e restauro das massas de água e ilhas flutuantes que integravam o lago Xochimilco ajuda a criar condições de sobrevivência para as populações de axolotes que ainda persistem. A reintrodução de animais nascidos em cativeiro é uma opção a considerar se as iniciativas de restauro conseguirem criar as condições adequadas ao acolhimento de novos espécimes.

Em cativeiro, os programas de conservação e multiplicação previnem o desaparecimento do axolote e ajudam a sensibilizar as populações para a importância de preservar as espécies que enfrentam elevado risco de extinção na natureza e seus os habitats.