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NT
Estado de Conservação (IUCN)
Quase Ameaçado
Distribuição Geográfica
Nome comum
Cágado-de-carapaça-estriada
Nome científico
Emys orbicularis
Classe
Répteis
Família
Emydidae
Habitat natural
Habitats semiaquáticos de água doce (charcos, lagos e lagoas, rios, ribeiras e canais)
Dieta
principalmente invertebrados aquáticos, mas também pequenos anfíbios e peixes, vegetação e alguns insetos.
Comprimento médio
carapaça com 12 cm nos machos e 15 cm nas fêmeas
Peso médio
330 g nos machos e 550 g nas fêmeas
Longevidade média no selvagem
40 a 60 anos 
Reprodução
3 a 16 ovos por postura
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Aspeto e Comportamento

O nome comum deste cágado está relacionado com o seu aspeto: a sua carapaça é escura e raiada por suaves estrias amarelas. A sua pele, igualmente escura, também é salpicada por pintas amarelas. Já o nome científico latino orbicularis refere-se aos olhos relativamente salientes face ao crânio.

As fêmeas são ligeiramente maiores e mais pesadas do que os machos, embora os machos tenham o plastrão (carapaça ventral) mais côncavo, o que lhes dá maior mobilidade. Em ambos, as extremidades são robustas, com escamas, unhas compridas e membranas interdigitais. As patas dianteiras têm cinco dedos e as traseiras apenas quatro.

Os cágados-de-carapaça-estriada podem hibernar quando as temperaturas descem, embora possam manter-se ativos todo o ano nas regiões mais quentes.

Em Portugal, hibernam tipicamente na época em que as temperaturas são inferiores a 14ºC.

 

Habitat e Alimentação

Este réptil semiaquático vive numa grande diversidade de massas de água naturais e artificiais, nadando em charcos, sapais, ribeiras e lagoas, mas que também percorre amplas zonas terrestres, movimentando-se alguns quilómetros em redor das águas e “escalando” pequenas rochas para se aquecer ao sol.

O meio aquático é o mais usado – para a alimentação, deslocação e reprodução –, mas é em terra que estes cágados procuram abrigo e calor para regular a sua temperatura. Também é em terra firme que as fêmeas depositam os seus ovos.

As fêmeas escavam um buraco afastado da água, com cerca de 10 cm de largura e profundidade, onde colocam os seus pequenos ovos, que ficam em incubação por 80 a 100 dias. Apesar das posturas poderem ter mais de uma dezena de ovos, nem todos eclodem e os recém-nascidos têm elevada taxa de mortalidade: estima-se que só 1 em 100 chegue à idade adulta. Isto e o facto de as fêmeas terem uma maturidade sexual tardia e baixas taxas de fecundidade, torna a espécie mais frágil.

Para alimentação, este cágado recorre sobretudo a invertebrados aquáticos, ainda que possa incluir na dieta outros animais (anfíbios, pequenos peixes e insetos terrestres) e até vegetação.

Conservação dos cágados

Na natureza, as populações de cágado-de-carapaça-estriada têm apresentado variações muito pronunciadas, com grande fragmentação de habitats e declínio de elementos maduros. Por isso, em 1996 a espécie foi classificada globalmente como Quase Ameaçada (NT). Em Portugal, apresenta uma distribuição fragmentada sendo mais comum a sul do rio Tejo, e foi considerada “Em Perigo”.

Estas são algumas das principais ameaças à espécie:

  • Perturbação, degradação e fragmentação de habitats, por seca, drenagem de zonas húmidas, atividades agrícolas, construção e poluição;
  • Introdução de espécies exóticas, como o jacinto-de-água (Eichhornia crassipes), o lagostim-vermelho-do-louisiana (Procambarus clarkii) e a tartaruga-da-flórida (Trachemys scripta);
  • Captura acidental e comércio ilegal. Acidental em armadilhas para roedores e redes de pesca, por atropelamento e pesca recreativa; propositada para fins artesanais (casca) e venda como animais de estimação;
  • Alterações climáticas – Como o sexo dos indivíduos é definido pela temperatura de incubação dos ovos, o aquecimento do planeta tem contribuído para o nascimento de um único género.

Tu podes fazer a diferença

Cada um de nós pode contribuir para proteger estes pequenos animais. Ao adquirir um animal de estimação, confirma sempre a sua longevidade e características biológicas, de forma a garantir que o consegues manter toda a vida nas melhores condições! Não largues tartarugas exóticas na natureza, onde podem acabar por prejudicar o ecossistema nativo.